.Nada mais “Nada a ver, ó!” que escalar a ex-BBB Gisele Soares para abrir o Festival da Cajuína, em Teresina. Colocada como figura central do evento, a moça é nada menos que a antítese da bebida piauiense.
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A cajuína é um produto artesanal que experimenta agora, no século XXI, os primeiros passos de um lento processo de industrialização. Não é amplamente consumida no Piauí, não é vendida em larga escala para fora do Estado e as grandes marcas de bebidas não estão por trás da produção.
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Gisele tem como únicos méritos ter passado três meses confinada em uma casa e exposto a vulva para uma revista masculina. É registrada no Piauí, morou no Maranhão e debandou cedo para fora do Nordeste. Tem sotaque sudelista e é produto da Globo, o maior conglomerado midiático do país.
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Juntas, Gisele e a cajuína formam nada além de uma cena inusitada.
Na solenidade de abertura do festival, Wellington Soares - professor, escritor e coordenador de Comunicação do Governo -, representando o governador Wellington Dias, gabou-se de ter ligado pessoalmente pra Gisele. “Você representa muito bem o Estado lá fora”, disse. Atrás de mim, uma bêbada gritou revoltada: “Ela nem falou do Piauí no BBB.”
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Pouco informada sobre o Estado, sabendo nada dos propósitos do festival e menos ainda da cajuína, Gisele falou ao público. Para nossa sorte restringiu-se ao óbvio. Lembro bem que ela gosta de cajuína, que muita gente lá fora consome o produto e que sempre que vem ao Piauí leva caixas e mais caixas da bebida.
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Só mesmo o humor de João Cláudio Moreno para salvar uma noite assim. Durante uma piada, ele meteu uma garrafa de cajuína pela barguilha da calça e deixou lá por uns dez minutos. Depois, chamou Gisele ao palco e pediu que a ex-BBB erguesse o objeto, como um troféu. Ela, que não acompanhava o show, atendeu prontamente.
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Senti-me vingado! .
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